domingo, 2 de agosto de 2009


"This is not the sound of a new man or crispy realization

It's the sound of the unlocking and the lift away

Your love will be

Safe with me ..."

blood bank


Well I met you at the blood bank
We were looking at the bags
Wondering if any of the colors
Matched any of the names we knew on the tags
You said see look it that's yours
Stacked on top with your brothers
See how they resemble one anothers?
Even in their plastic little covers
And I said I know it well
That secret that you know
That you don't know how to tellit f--ks with your honor
And it teases your head
But you know that its good girl
Cause its running you with red.
Then the snow started falling
We were stuck out in your car
You were rubbing both my hands
Chewing on a candy baryou said ain't this just like the present
To be showing up like this
There's a moon waning crescentwe started to kiss
And I said I know it well
That secret that we know
That we don't know how to tell
I'm in love with your honor
I'm in love with your cheeks
what's that noise up the stairs baby
Is that Christmas morning
And I know it well

quinta-feira, 28 de maio de 2009

that golden connection between all things...


any way the wind blows [2:58]


nothing much to say really..
old habits die hard...
and i am...
looking for that golden connection between all things...
thats my porpose
and words came out...without a real meaning ...

wild is the wind*

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Eternal Life


This is a song about...it’s an angry song. Life's too short and too complicated for people behind desks and people behind masks to be ruining other people's lives, initiating force against other people's lives on the basis of their income, their color, their class, their religious beliefs, their whatever...

[1966-1997] Jeff Buckley

segunda-feira, 18 de maio de 2009

No silêncio


Sempre pensei que os sonhos se construíam por si, por entre simples devaneios mágicos, pequenos toques de luz e cor que uma qualquer folha transporta na sua descida. Esse instante representa a vida, a razão e o sentido que se dissolvem sozinhos no silêncio.


Nesta melodia fonética, ou frenética, a realidade movendo-se por entre fios e nós, elos que se alimentam mutuamente numa dança declamada, hostilmente recitada.


Como fui capaz de algum dia ignorar? O velho sabe, ele compreende porquê. Segredos que o mar transporta incessantemente, gritos mudos que só os surdos ouvem. No silêncio.

domingo, 10 de maio de 2009

O FAROLEIRO DE SARDÃO


Não confio nos homens, ainda menos em Deus.

Talvez seja por isso que nunca durmo. Mantenho-me acordado durante a noite ou caio dentro duma espécie de limbo sonolento. Ouço e vejo tudo o que se atravessa no feixe luminoso do farol.

Repito: não confio nos homens. Confio na sabedoria remota das minhas mãos. E, mesmo que cegasse, elas continuariam sempre a pôr em movimento a engrenagem das luzes.

Metade da minha vida foi passada aqui, entre a noite e os espelhos reflectores. Já não me lembro em que idade comecei. O oceano é tão escuro quanto a minha infância.

Diariamente subo ao cimo do farol que se ergue no alto das falésias, ao anoitecer. Isolo-me do mundo; e, neste isolamento, amaldiçoo por vezes a vida - enquanto a luz se acende, adquire intensidade, e varre a fúria do oceano.

De vez em quando, vêm pássaros embater contra as vidraças a ferver do farol. Cegam com a luz, morrem queimados. E os navios que continuam as suas rotas, avisto-os, e parecem um brinquedo a flutuar. Somem-se na escura tormenta.

Em toda a costa sou o único homem acordado, sem amigos e sem família. Zelo pela vida daqueles que navegam noite dentro. O jacto luminoso do farol é o sinal de quem os acompanha e pensa neles.

Consigo ver no escuro, até onde nenhum homem consegue ver; mas não acredito em Deus.

Enquanto não amanhece escrevo o relatório diário, e nele anoto, também, o que a imaginação me revelou. Um dia, ninguém saberá onde começa e acaba a verdade. Entre a hora de acender e apagar o farol, anotei: passagem de golfinhos e de sereias, de navios fantasmas, de embarcações que mal tocam nas vagas, astros que pousaram sobre o dorso de uma baleia, alcatrazes que se incendeiam, de repente, em pleno voo.

Sou muito velho, quase tanto como o farol. Vi muitas coisas, posso contar todas as histórias que me vierem à cabeça.

E não abandonarei, nunca, o meu posto. Continuarei aqui, rodeado pela escuridão do mundo, atento ao que nasce, inesperadamente debaixo da luz. Repito os gestos dos meus antepassados, e é nessa perenidade de gestos repetidos, exactos, que se prolonga a solidez do farol.

Quando a tempestade o sacode desde os alicerces, e o mar ressoa escadas acima como se o fosse engolir de um momento para o outro - fico tranquilo; porque sei que depois da minha morte, à hora certa de o acender, dentro de mil anos, tudo será executado, como o acabo de o fazer.

AL BERTO [1948-1997]